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História
do NINJUTSU
INTRODUÇÃO
Ninjutsu
é uma arte marcial japonesa com raízes que datam mais de mil anos atrás.
Existiam no Japão, muitas escolas e famílias de ninjutsu, mas durante a
era de paz civil no Japão, não eram mais necessários, os serviços dos
ninjas. Em razão disso, muitas dessas escolas desapareceram, porém
algumas mantiveram a tradição viva ensinando as suas crianças, passando
de pai para filho os segredos dos ninjas.
Os
ninjas tiveram funções diferentes em determinadas épocas da história
do Japão. Houve épocas em que eram guerrilheiros, terroristas,
assassinos e em outras épocas eram agentes secretos do governo japonês,
instrutores de polícia e assim por diante.
Ninjutsu,
foi desenvolvido como um sistema de combate por povos que viveram
principalmente nas províncias de Koga e Iga, e sabiam da importância de
um estado psicológico e uma saúde mental boa. Existiam muitos clãs
diferentes de ninjas, cada qual com seu próprio estilo.
O
ninjutsu influenciou a história, a política e a cultura do Japão. Os
verdadeiros guerreiros da escuridão começaram a desenvolver sua maneira
de sobrevivência, auto-defesa, táticas marciais com armas, camuflagem,
espionagem e guerrilhas, que mais tarde passaram a ser conhecidas como
ninjutsu.
HISTÓRIA
Durante
a longa guerra civil que durou até o fim do século XVI, algumas famílias
que habitavam as regiões montanhosas na região de Honshu, eram impedidas
de portar espadas ou armas, então desenvolveram técnicas marciais para
se proteger e foram forçados a praticar seus conhecimentos ninjas em
segredo, nas montanhas e florestas. Essas famílias de guerreiros
desenvolviam suas habilidades em harmonia com a natureza e treinavam
diferentes tipos de combates e praticavam meditação. Quando necessário,
essas famílias se uniam para lutar contra os inimigos.
Como
em qualquer sociedade, havia
crápulas entre os ninjas, que não tinham o menor pudor em utilizar os
conhecimentos adquiridos para fins nada honoráveis, como matadores de
aluguéis. Foi ai que o ninja evolui de guerreiro das montanhas para
guerreiros da noite e começaram a ocupar parte na história do Japão,
pois muitos senhores feudais contratavam os serviços desses ninjas, que
eram exceções, para realizar assassinatos e atuar como espiões. Esses
ninjas eram samurais, pois serviam a um daimyo, com a diferença de não
seguirem o bushido, mais sim, seu próprio código de conduta. Não se
importavam em realizar suas missões de maneira desleal, já que sua
imagem não era afetada, pois além de atuarem de noite, daí o nome –
o guerreiro da escuridão – usavam uma máscara que mantinham sua
identidade em sigilo.
Naquela
época, os “ninjas do bem” dirigiam suas atividades à família e aos
objetivos da comunidade que pertenciam. Mas como as injustiças eram
muitas no passado, os ninjas viviam às voltas em inúmeras batalhas. O
que levou a condição de guerreiros mortais.
Poucos
clãs ninjas vingaram até a entrada do Japão na era moderna, iniciada
com o império Meiji, em 1868, o ninjutsu praticamente desapareceu. Meiji
queria transformar a então sociedade agrícola e de guerreiros samurais,
em um nação industrializada. Seu primeiro decreto foi proibir que os
samurais usassem espadas.
Das
quase cem escolas existente antigamente, apenas uma sobreviveu até os
dias de hoje e esta reunia os ensinamentos de nove clãs diferentes. Um
dos principais motivos do desaparecimento do ninjutsu está em sua própria
filosofia. Apesar de poder ensinar sua arte marcial e algumas técnicas de
combate aos interessados em geral, o ninja só repassa todo o seu
conhecimento a um herdeiro determinado e de uma maneira muito especial.
Com um agravante extra: o ninja não tem liberdade para escolher este
herdeiro. O encontro deve ocorrer de forma natural ou, para os leigos,
sobrenatural. É algo inexplicável, transcedental a matéria, é preciso
uma afinidade muito grande entre aluno e discípulo, que ira acontecer
naturalmente.
Os
ninjas sempre foram espiritualistas, meio ecológicos. As primeiras famílias
que habitavam as montanhas viviam em perfeita comunhão com a natureza,
jamais contrariavam suas leis Entre um combate e outro, os ninjas
aprenderam a utilizar plantas e ervas como remédios. Em Koga, província
de Shiga, berço do ninjutsu, ainda hoje existem inúmeras companhias
farmacêuticas originados a partir dos preceitos da medicina natural
desenvolvida pelos ninjas.
A
fé também tornou-se parte integral do ninjutsu. Uma das principais influências
espirituais dos ninjas foi Shinto, “o caminho do kami”.
Kami é a palavra japonesa para Deus. Mas a filosofia implica em um
sentimento mais voltado para uma força sagrada do que para um ser
superior. Outra forte influência dos ninjas foi o método Mikkyo de
expandir a força interior ou o Ki, baseado no uso de palavras e símbolos
secretos para concentrar a energia e as intenções em objetivos específicos.
Os
ninjas também foram influenciados por um grupo de nome Shugenja que
morava nas montanhas. Esse método consistia em submeter-se aos obstáculos
natureza para extrair força da própria terá. È incorreto entretanto
afirmar que esses métodos faziam parte das raízes do ninjutsu, o
ninjutsu é uma filosofia separada e um modo de vida que não surgiu da
noite para o dia. O grande intervalo de tempo entre o império Jinmu e as
famílias ninjas das montanhas comprova isto. Apesar de entrar em combate
quando necessário, os ninjas eram pessoas comuns que desenvolveram certas
habilidades para tentar superar dificuldades nos tempos feudai do Japão.
Ninjutsu é freqüentemente traduzido como arte do desaparecimento, mas o
kanji “NIN” tem muitos outros significados, tais como perseverança,
resistência e principalmente tolerância, que é o mais importante
preceito do ninja.
Apesar
de não serem guerreiras, as famílias ninjas eram constantemente
repudiadas pela sociedade feudal. Eram submetidas a taxas de impostos
injustas e perseguição religiosa. O ninja aprendeu a agir com mais eficácia
por defesa própria. Eles usavam conhecimento superir das forças da
natureza e das técnicas militares herdadas ao longo dos anos com armas
contra o exército do governo.
Porém
muitas de suas táticas eram consideradas covardes. Como atacar o
inimigo sem lhe dar chance de defesa. Os ninjas na verdade apenas usavam
o bom senso contra adversários mais poderosos. Os senhores feudais
tinham ao seu lado os temidos guerreiros samurais, que muitos confundem
com os ninjas, apesar de alguns serem mesmo samurais. Os ninjas não
quiseram se envolver com o governo protegido por samurais que se
estabeleceu na era Kamamura (1192-1333) até o fim do período Edo
(1867). Muitas vezes as famílias ninjas usavam seus guerreiros ou
fontes de informações para proteger seus membros, evitando que eles se
tornassem vítimas de disputas entre grupos de samurais inimigos. O
ninjutsu era desenvolvido como uma contracultura para a sociedade
japonesa dominada pelos samurais.
O
sucesso dos ninjas nos combates se devia também a uma boa preparação e
ao sistema perfeito de dissimulação, até mesmo dentro dos clãs. Não
por acaso só ninjas desenvolveram um sistema de combate e espionagem que
lhes renderam uma boa reputação como guerreiros. Essa reputação pode
ganhar uma nova perspectiva no mundo atual. Os ninjas eram pessoas comuns,
mas com objetivo e pontos de vista filosóficos únicos. A filosofia
ninja tornou-se parte bastante importante em seu método de combate.
O
código do samurai, o bushido, deriva de uma série de princípios gerais
para guerreiros, que se transformou numa disciplina formal. A filosofia
ninja, embora contendo alguns valores similares, evoluiu através de outra
trilha cultural. Quando uma casa ninja era atacada por exemplo, seus
moradores "desapareciam" por passagens secretas nunca
descobertas. Os oponentes, desconhecendo os ninjas, não compreendiam sua
estratégia e divulgavam a lenda de que eles eram mágicos - sem ao menos
perceber, que muitas vezes a derrota não era causada por um forte
guerreiro, mas sim por uma delicada porem ardilosa mulher.
As
mulheres aliás, sempre fizeram parte do mundo ninja, recebendo denominação
especial: kunoichi. Mas apenas seus engajados integrantes sabiam
que por trás da máscara de um kunoichi estava uma mulher. Mais do que
guerreiras, as ninjas eram sensuais e sabiam se aproveitar dessa
peculiaridade para seduzir e, na seqüência, aniquilar os inimigos. Elas
se davam ao luxo de ter até uniforme exclusivo que estrategicamente,
deixavam sua lindas pernas à mostra. Elas eram muito competentes e quase
sempre conseguiam cumprir seus objetivos.
NINJUTSU
HOJE
A
imagem atual de criminosos em potencial, que muitos ainda cultivam pelos
ninjas foi herdada do fato de eles combaterem os samurais, que figuravam o
lado da classe dominante. Os exageros sobre as habilidades ninjas também
são frutos do desconhecimento, pois poucos mortais tinham acesso ao seu
restrito mundo. Mas não é somente por causa da eficácia das táticas de
combate que a mística sobre os ninjas persiste até hoje. A arte marcial
do ninjutsu atrai desde crianças até agentes dos principais serviços
secretos do mundo também pela filosofia.
Mais
do que embasar a arte do desaparecimento ou as famosas técnicas para
matar, o ninpo (essência da imagem ninja) é um método físico,
emocional e espiritual de proteção.
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