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Todos os animais tem uma forma natural de
lutarem para se defenderem de predadores ou para
competir com outros de sua espécie, seja por
comida, pela fêmea ou pelo comando do seu bando
e, assim como os animais irracionais todos seres
humanos tem um instinto de se defenderem quando
ameaçados, mas, com o passar dos séculos o homem
criou padrões de comportamentos civilizados
dentro do que é considerado educação e moral com
uma série de direitos e deveres, que fizeram com
que o homem civilizado não necessita-se mais
entrar em confronto "corpo a corpo" para
resolver qualquer desentendimento. Porém o ato
de lutar não deixou de ser um algo do
comportamento humano e por todo o mundo foram
criadas diversas lutas, chamadas artes marciais
ou arte de Marte, (deus da guerra), podendo ser
traduzido então como a arte de guerrear.
O boxe é uma
luta na qual o lutador utiliza somente os punhos
para atacar seu adversário e os primeiros
registros deste tipo de confronto datam de 3000
antes de Cristo, no Egito, onde os lutadores se
enfrentavam para homenagear o soberano. Em
688 antes de Cristo, passou a ser parte dos
Jogos Olímpicos da Grécia. Naquela época o
combate era feito em um único round onde a
luta perdurava até o adversário cair
ou simplesmente desistir.
Os lutadores usavam uma longa tira de
couro enrolada nas mãos para evitar que estas se
lesionassem e aumentar ainda mais a potência dos
golpes.
Com o domínio romano sobre a região o
esporte foi alterando e os lutadores passaram a
brigar até a morte do adversário. O boxe, então,
só prevaleceu até a queda do império. Depois,
ficou parcialmente esquecido, voltando quase 300
anos depois, de punhos nus, na inglaterra. James
Figg foi o primeiro campeão oficial em, 1719.
Em 1867, o Marquês de Queensbarry, com
ajuda do boxeador John Grahan Chambers,
estabeleceu um padrão para as lutas, conhecido
como as "Regras de Queensbarry", baseado nas
regras de esgrima. Cada assalto deveria ter 3
minutos e contagem de 10 segundos para nocaute.
Em 1896, com a volta dos Jogos
Olímpicos, o boxe foi excluído do rol de
esportes nobres, sendo qualificado de indigno e
perigoso.
Antes do boxe se oficializar, as lutas
eram realizadas clandestinamente e eram
proibidas pelas autoridades policiais. No dia 07
de fevereiro de 1882, na cidade de Mississipi,
aconteceu a primeira luta oficial envolvendo os
pesos pesados John Lawrence Sullivan e Paddy
Ryan.
Só em 1904, em Sto Louis, nos EUA, é
que o boxe entrou para valer nas Olimpíadas. Mas
acabou ficando de fora, porém, dos jogos
Estocolmo, em 1912 (o esporte era proibido na
Suécia), voltando em definitivo em 1920.
Na década de 20 o boxe cresceu,
projetando grandes campeões como Jack Johnson,
primeiro negro a conquistar o título mundial da
categoria dos pesados. Nos anos 20 e 30 o
destaque foi Jack Dempsey, para muitos o maior
pegador da história do boxe e Gene Tunney, que
venceu 2 vezes Dempsey, uma em 1926, e outra em
1927.
Joe Louis destacou-se nas décadas de
30 e 40, para a grande maioria o melhor da
categoria máxima em todos os tempos. Nos anos 50
foi Rock Marciano, que retirou-se invicto com 49
lutas, em 1956.
Cassius Clay, nas decadas de 60 e 70,
(posteriormente chamado de Muhammad Ali,
inegavelmente o mais técnico da sua categoria).
Ele encerrou a carreira em 1981.
Nos últimos anos o lutador Mike Tyson
destaca-se pela forma decidida como atua e como
define as lutas por nocaute.
O boxe é hoje dirigido principalmente
por quatro organizações: Associação Mundial de
Boxe (AMB), criada em 1962, Conselho Mundial de
Boxe (CMB), em 1963, Federação Internacional de
Boxe (FIB), em1983, e Organização Mundial de
Boxe (OMB), em 1988. Há outras entidades, cerca
de 14, porém, são estas que comandam o boxe no
mundo, reunindo os melhores lutadores e
possuindo maior estrutura econômica.
A principal função dessas entidades é
organizar combates por categoria de peso entre
os lutadores inscritos em sua organização e,
através de eliminação, eleger um campeão por
categoria, passando-lhe um cinturão que deverá
ficar guardado com ele enquanto estiver com o
título. Uma vez campeão, o lutador terá que
fazer quantas defesas forem necessárias, de
acordo com a indicação de sua entidade, para
manter o cinturão, porém, nunca mais de 4 por
ano. Além disso, o lutador poderá desafiar o
campeão de sua categoria de peso de outra
organização e, se este aceitar, um dos dois será
o bi-campeão mundial. Também poderá lutar com o
titular de até três outras entidades e, se
vencer, acumulará 4 títulos mundiais,
(tetra-campeão).
Dois bons exemplos são: Lennox Lewis,
tri-campeão dos peso pesados e, Roy Jones
Júnior, tetra campeão no meio pesado. Mas para
chegar a campeão mundial há uma longa caminhada
a se fazer! Todos atletas começam a competir
como amadores, lutando de capacete e quase
sempre em 3 rounds de 2 minutos, em competições
sem premiação em dinheiro e nas quais pagam
inscrição para participar que varia desde R$
20,00 até R$ 50,00 ou mais, (essas competições
amadoras são fundamentais para o desenvolvimento
e amadurecimento do atleta, servindo também para
que ele seja conhecido em sua região e encontre
um patrocinador que financie seu treinamento ou
que lhe de algum tipo de ajuda de custo). O
sucesso de um pugilista depende, primeiramente,
de um promotor ou representante. Um consciente
sabe que as 20 lutas iniciais de seu lutador
(desde que o lutador demonstre "fibra" de
campeão) devem ser contra rivais que não
apresentem muito risco, de forma que ele
conquiste o primeiro título sem enfrentar muita
resistência, (porém muitas vezes isso não é
possível). Isso porque, no mundo do boxe, o
importante é fazer cartel. A capacidade e o
talento do lutador também determinará a sua
ascensão ao estrelato lutando com outros
campeões mundiais e arrebatando-lhes o título.
Nesse caso, a estratégia do promotor também é
determinante para identificar onde, quando e com
quem começar.
Um dos esportes mais antigos do mundo,
remontando à época dos Jogos Pan-Helênicos
(776 A.C.), as Olimpíadas realizadas
quadrienalmente em Olímpia, Grécia.
Denominado em seus primórdios de pugilato,
os seus lutadores usavam mãos envoltas em
correias de couro e tinham os corpos
inteiramente nus.
Os vencedores dos confrontos ganhavam uma
coroa de oliveira selvagem e grande
prestigio em toda Grécia antiga.
Com o declínio dos Jogos Pan-Helênicos, o
pugilato viveu um período obscuro. Na Idade
Média muito pouco se conhece, mas no final
da Idade Moderna, o pugilato, agora já
conhecido por boxe, era praticado pelos
homens mais valentes das cidades européias e
americanas que se digladiavam mostrando sua
coragem, força e resistência física em troca
de remuneração a qual poderia ser em moeda
corrente ou mercadoria, esta última forma
era a mais comum.
Não existia número máximo de rounds, os
lutadores utilizavam mãos nuas e os combates
eram desprovidos de quaisquer regras. A
violência era a tônica e a vitória era dada
àquele que resistia em pé enquanto seu
adversário estava prostrado ao chão.
Entretanto o nobre inglês Marques de
Queensbury, entusiasta do boxe resolveu
dar-lhe determinadas regras tornando-o mais
justo, equilibrado e menos violento. Esta é
a razão do boxe ter a alcunha de Nobre Arte.
O uso de luvas, divisão de pesos, limitação
de rounds, foram criados e então o boxe
passou a ser considerado pelo mundo
ocidental como um verdadeiro esporte. A
primeira luta legalizada de boxe
profissional ocorreu em 7 de fevereiro de
1882, nos Estados Unidos.
Em 1896, data dos primeiros Jogos
Olímpicos do mundo moderno, o boxe foi
incluído, tendo passado então a ser
qualificado como Amador, surgindo assim o
boxe amador, possuindo regras
substancialmente diferentes daquelas do boxe
profissional.
No Brasil, surgiu o interesse pelo boxe
em 1918, quando alguns marinheiros franceses
fizeram algumas exibições em São Paulo.
Estudiosos do boxe tem procurado ao longo
dos anos inová-lo, tornando-o mais seguro
para os seus praticantes, preservando a
emoção que é peculiar tanto ao boxe amador
quanto ao profissional.
Fonte: www.cbboxe.com.br
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